JÁ PASSA DA HORA DE AS CIDADES COMEÇAREM A SE REINVENTAR

Hoje se fala muito em inovação em diversas áreas, seja ela na indústria, na educação e até mesmo nas cidades. Na indústria, por exemplo, a inovação pode ser dar nas etapas de produção de algum objeto de modo que resulte em economia de tempo e/ou material utilizado, cuja consequência é a redução de preço, beneficiando o consumidor final.
Mas o lançamento de um novo produto, em substituição a algo já em fase de obsolescência, também é uma inovação. É claro que nem todo produto inovador acaba sendo aceito pelo mercado. Lançado na década de 1970, o laserdisc é um caso que não deu certo, sendo logo substituído pelo cd e depois pelo dvd, duas mídias que também já estão em desuso.
Já na educação é onde tem havido muita conceituação e experiências práticas, haja vista as novas tecnologias informacionais cada dia mais atuantes no nosso dia a dia. Se para aqueles nascidos antes do boom da internet, hoje se veem obrigados a utilizar tais recursos (afinal alguns serviços públicos nas diversas esferas de governo já estão disponibilizados apenas na internet, como é o caso recente da emissão do boleto do IPVA no Espírito Santo) se familiarizando com as ferramentas digitais, a nova geração já nasce conectada e sem nenhuma dificuldade no uso de um tablet ou smartphone. Daí que uma corrente de educadores defende o uso massivo dessas novas tecnologias, inclusive para fazer do processo educativo algo menos maçante e mais atraente às crianças e jovens de hoje.
Outra área onde há inovação é o comércio, que já vem mesmo sendo afetado radicalmente graças às compras on line.
Ao longo da história muitas cidades se desenvolveram graças ao comércio. Pessoas se deslocavam de várias regiões para realizar compras ou vender mercadorias nos centros urbanos. Isso aproximou as pessoas, que viram a vantagem de serem citadinos e assim progredirem rapidamente.
Mas se as cidades atuais vêm perdendo espaços comerciais que permitem a movimentação urbana, hoje é a proximidade de mentes inquietas motivadas pelas oportunidades tecnológicas que gera inovação. Assim pode ser resumido o que ocorreu no Vale do Silício. Era o que se pretendia realizar no Parque Tecnológico de Vitória, tal como proposto pelas empresas locais de tecnologia.
Nos tempos atuais, não ser inovador, significa ser retrógrado. Um exemplo contundente foi o colapso da Kodak, que subestimou as inovações em curso no mercado fotográfico. E na questão urbana, sempre é citado o caso de Detroit, a cidade que entrou em decadência e de lá não saiu mais.
Vitória precisa decidir qual caminho quer seguir, se o da inovação ou da estagnação.
 

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