DO PATINETE AO TRANSCOL, COMO ANDARÁ NOSSA MOBILIDADE URBANA?

O ano começou com muitas novidades anunciadas no que tange a mobilidade urbana da Grande Vitória.
A primeira delas na verdade se deu ano passado no apagar das luzes do Governo PH, com a inauguração da rodovia Leste-Oeste, após anos de atraso e, assim mesmo, tendo várias falhas construtivas e de sinalização. De qualquer modo, é um novo eixo viário naquela região urbana entre Cariacica e Vila Velha.
Já a equipe de Renato Casagrande confirmou a finalização de obras como a da Av. Leitão da Silva (iniciada no seu governo anterior) e a possível retomada de projetos que naquela ocasião só ficaram no papel. Também foi confirmado o projeto da 5ª faixa reversível na Terceira Ponte, bem como a decisão de instalar barreiras contra tentativas de suicídio (trata-se de um drama humano, mas sempre com consequências para a mobilidade da região do entorno da ponte, tanto em Vitória quanto em Vila Velha, podendo se estender por quase toda a região metropolitana; a barreira poderá minimizar ou até mesmo acabar com o problema dos engarrafamentos causados por tal situação).
No entanto, são todas intervenções que ainda levarão um tempo para serem concretizadas e, portanto, não poderão contribuir para a melhoria do trânsito em curto ou médio prazo. Por outro lado, a única medida anunciada com efeito imediato foi o aumento no preço das passagens dos ônibus metropolitanos. Uma das justificativas é a necessidade de investimentos no sistema Transcol. Contudo, também é possível que ocorra uma redução no número de passageiros em função do aumento no valor da passagem, haja vista que a maioria dos usuários, são aqueles cujo orçamento mensal encontra-se mais apertado.
Além disso, o sentimento de muitos usuários do transporte público, é que se trata de algo caro e sem qualidade, afinal são ônibus sem ar condicionado, piso elevado, frequentemente lotados e com risco de assaltos. E, em paralelo, abrigos inexistentes ou depredados, o que faz a viagem de ônibus urbano ser um martírio diário.
Talvez esteja aí um dos motivos do crescimento de 19% nas vendas de bicicletas em todo o país em 2018, segundo dados da Abraciclo - Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares. Tal fato revela um aumento no número de ciclistas, e a maioria deles se encontram nas cidades, incluindo aí a Grande Vitória. É claro que isso é resultado do maior incentivo que vem sendo dado a esse modal, por meio de campanhas educativas e ampliação da malha cicloviária, entre outros motivos, incluindo o custo do transporte de massa, que no nosso caso é o ônibus.
No entanto, também houve aumento de mais de 14% na venda de veículos automotores, e acima do esperado pelas projeções iniciais da Fenabrave - Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, o que indica que muitos ainda enxergam o automóvel como meio de locomoção preferencial.
Enquanto isso, vamos aguardando também as ações municipais, afinal os prefeitos já se encontram na metade de seus mandatos. A prefeitura da Serra deve começar as obras no binário da Av. Norte Sul em Jardim Limoeiro, via que já se encontra em sua capacidade máxima e pavimento comprometido. Em Vila Velha, por enquanto, a prefeitura anunciou uma consulta pública visando colher sugestões da população para realização de melhorias na Av. Carlos Lindenberg. Viana, por outro lado, vem sofrendo é com as obras para construção de viadutos na BR-101, realizadas pela concessionária ECO-101. Por fim, em Vitória teremos em breve os patinetes elétricos. Resta saber quando tudo o que está previsto estará definitivamente implantado e se será suficiente para a melhoria da nossa mobilidade que tanto compromete a qualidade de vida da população.
 

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